quarta-feira, 16 de julho de 2008

GASC - 2008 - "Descoberta, Aventura, Aprendizagem"

O GASC - Grupos de Autonomia e Socialização em Contexto - é uma estratégia de intervenção para crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo, com idade entre os 6 e os 16 anos.
Tem como principais objectivos promover e desenvolver competências sociais e relacionais de modo a que os jovens experienciem uma autonomia e funcionalidade crescentes na concretização das actividades do quotidiano e, deste modo, contribuir para melhorar significativamente a qualidade de vida dos seus utentes. O trabalho no GASC procura providenciar e respeitar o direito à privacidade, ao poder de decisão, à participação nos diferentes serviços e recursos da comunidade, à amizade e lazer e, acima de tudo, ao relacionamento humano diversificado.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Oliver Sacks


http://www.oliversacks.com/


” O autismo, embora possa ser visto como uma condição médica, também deve ser encarado como um modo de ser completo, uma forma de identidade profundamente diferente”
Oliver Sacks


Oliver Sacks, neurologista nasceu em 1933 e tem vários livros sobre os seus pacientes. O mais conhecido, que foi adaptado ao cinema, foi “Awaknings” e relata a sua passagem por um hospital no qual existia um grupo de pessoas num estado tipo estátua (congelados), alguns à décadas. Reconheceu-os como sobreviventes duma pandemia da “doença do sono” e tratou-os com uma droga experimental que os trouxe de volta “à vida”.
O último conto do livro, chama-se "Um antropólogo em Marte", e é sobre uma autista, Ph.D. em ciência animal, professora da Colorado State University. Apesar das adversidades, ela tornou-se uma importante autoridade mundial em sua área de actuação profissional. Curiosamente, a linguagem técnica era muito mais acessível a essa pesquisadora do que a linguagem social, o que permitiu que ela se adaptasse à vida fazendo ciência. A ciência a medicou, ao mesmo tempo que se tornou o seu refúgio. Durante toda sua vida, ela dizia que se sentia como um "antropólogo em Marte". Provavelmente, essa deve ser uma sensação compartilhada por muitas outras pessoas com distúrbios neurológicos.

O livro de Sacks vale a pena. Nesse livro, o estilo dos contos de Sacks pode ser explicado por uma frase do médico escritor: "Mas, para voltar ao ponto de partida, todos os estudos clínicos, por maior que seja o empreendimento, por mais profunda que seja a investigação, devem retornar aos casos concretos, aos indivíduos que os inspiraram e sobre quem eles discorrem".

Trecho do conto "Um Antropólogo em Marte"

"Que a disposição para o autismo seja biológica é algo que não está mais em questão, nem as provas cada vez maiores de que ele seja, em alguns casos, genético. Geneticamente, o autismo é heterogêneo - por vezes dominante, por outras recessivo. Ele é mais comum nos homens. A forma genética pode ser associada, no indivíduo ou na família afectada, a outros distúrbios genéticos como dislexia, distúrbios de déficit de atenção, distúrbio obsessivo-compulsivo ou síndrome de Tourette. Mas o autismo também pode ser adquirido, o que foi percebido pela primeira vez nos anos 60, com a epidemia da rubéola, quando um grande número de bebês acabaram desenvolvendo-o . Ainda não se sabe se as chamadas formas regressivas do autismo - por vezes com perdas abruptas da linguagem e comportamento social em crianças entre os dois e quatro anos que anteriormente vinham se desenvolvendo de uma forma relativamente normal- são causadas geneticamente ou pelo meio. (...)

E, no entanto, os pais de uma criança autista que vêem seu filho retrocedendo em relação a eles, ficando distante, inacessível, sem reacções, podem continuar inclinado a assumir a culpa. Podem ver-se lutando para se relacionar e amar uma criança que, aparentemente, não lhes corresponde. Podem fazer esforços sobre-humanos para alcançar, agarrar uma criança que vive num mundo inimaginável e alheio; e ainda assim todos os seus esforços podem parecer vãos"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Actividades CEACF - Julho


Actividades Mês-Aberto CEACF

2ª Feira 30/06- 14.00 – Jogos na Praia
3ª Feira 01/07- 9.00 – Visita Serralves
4ª Feira 02/07- 13.45 – Visita ao Planetário
5ª Feira 03/07- 9.00- Atelier Artes Plásticas (APPDA-Norte)

2ª Feira 7/07- 14.00 – (Sob confirmação) Oficinas Palácio Cristal ou Atelier Culinária (APPDA-Norte)
3ª Feira 8/07- 9.00 – Atelier culinária (APPDA-Norte)
4ª Feira 9/07- 14.00- Hipismo + Lanche APPDA-Norte
5ª Feira 10/07- 9.00- Visita ao Planetário + Lanche APPDA-Norte

Notas:
A participação nas actividades requer o pagamento de uma multa de 5 euros.
A visita de dia 2/07 requer a presença na APPDA-Norte mais cedo do que a hora normalmente prevista porque a visita no Planetário inicia, impreterivelmente, às 14.15, pelo que fomos aconselhados a comparecer no local 15 minutos antes do seu início.

João Teixeira
O Coordenador de Equipa CEACF
27/06/2008

Formação em Vila Verde


A pedido do Agrupamento de Escolas da Ribeira do Neiva (Vila Verde) e com vista à integração de uma criança com PEA no 2º ciclo, promovemos uma acção de formação na referida escola de modo a proporcionar uma melhor compreensão do autismo aos professores e auxiliares.
25/6/08

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Colónia de Férias Apúlia 2008 - Residências

Com o tempinho a aquecer, nada melhor que uma Colónia para espairecer....


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Reunião com Agrupamentos de Vila Nova de Gaia



A APPDA - Norte realizou ontem um encontro com 11 dos 15 agrupamentos escolares de Vila Nova de Gaia com vista ao futuro funcionamento como Centro de Recuros para a Inclusão. Da reunião constou uma breve apresentação dos serviços que neste momento são disponibilizados pela Associação e um levantamento das necessidades dos agrupamentos no apoio a crianças e jovens com perturbações do desencolvimento do espectro autista.
A reunião terminou com uma visita às instalações.

sábado, 31 de maio de 2008

Jim Sinclair

Jim Sinclair is an autism rights activist who, together with fellow autistics, Kathy Lissner Grant and Donna Williams, formed Autism Network International in 1992. Being the only one of the three with an internet connection, Sinclair became the original coordinator of ANI. Sinclair did not speak until age 12.[1]

(Jim Sinclair é um activista dos direitos dos autistas que, em conjunto com outros autistas, Kathy Lissner Grant e Donna Williams, constituiram a "Autism Network International"(ANI) em 1992. Sendo o único dos três com ligação à Intenet, Sinclair tornou-se o único coordenador da ANI. Sinclair, autista, não falou até aos 12 anos.)

Sinclair wrote "Don't Mourn for Us", as essay with an anti-cure perspective on autism,[2]. Don't Mourn for Us serves as a touchstone for a fledgling movement.[1] Sinclair was featured in the book Somebody Somewhere by Donna Williams, which covers the formation of ANI.

(Sinclair escreveu "Don't Mourn for Us" (Não façam luto por nós),um ensaio numa perspectiva anti cura do autismo que serviu de pedra de base a um movimento de principiantes. Sinclair vem descrito no livro de Donna Williams, "Somebody Somewhere", que descreve o aparecimento da ANI.)


Página pessoal de Jim Sinclair http://web.syr.edu/~jisincla/index.html